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os dedos são as flores do corpo

"no pensamento Guarani, os dedos são as flores do corpo. ‘Txepo pyte rankã poty’ no meio do corpo das mãos, há flores que geram meu corpo”, lembra Carlos Papá. é incontável a quantidade de aventuras que as mãos já viveram até chegar na sua. está tudo aí: cada mão modelando, herdando, aprendendo e sentindo o mundo, de sua maneira. se tornando cada vez mais complexas e frágeis, abrindo outras possibilidades, contando pro resto do corpo o que só elas alcançam. expressando um mun

“não temos autoestima, temos heteroestima”

“não temos autoestima, temos heteroestima”, ouvi Marina Silva falar sobre como somos construídos coletivamente, em sua fala na flip . o coração selvagem deixa vivo o ensinamento de que somos teia. nos apoiamos uns nos outros, e a estima vai surgindo em relação, não de um vácuo. ✵ pense nos diferentes círculos que você transita, perceba as distintas emocões e características que florescem em você, dependendo de cada roda que encontra. atreva-se a escrever como isso surge e vai

a memória da vida

chamar o corpo, a cada instante. a capacidade para a alegria, o sentido, a inteireza. seja dançando, escrevendo um poema, num beijo, agindo para que o mundo possa ser muito mais gostoso pra todo mundo, buscando transformar realidades, distribuir privilégios, ou ainda deixando o céu se derramar em ti. é o tigre que ruge, mas também se espreguiça devagar, acordando todos os cantos do corpo. é a memória da vida que não deixa esquecer que viver é instante. ✵ coloque os ouvidos em

palavras são bolsas

palavras são bolsas que carregam mundos "estórias carregam conceitos. palavras carregam sentidos." Ursula K. Le Guin a imaginação é quem conduz as narrativas, palavra por palavra, como recipientes. ao questionarmos as narrativas tradicionais, percebemos: estamos sempre dentro de uma história. e, por isso mesmo, podemos girá-la. essa consciência permite revisitar conclusões, desmontar certezas, abrir espaço para perguntar: a partir de qual história estamos contando o mundo? "A

A esperança não vai nos salvar

vira e mexe alguém pergunta: como ter esperança? talvez a questão nos aflija muito, mas não seja essa. “A esperança não vai nos salvar", já disse Eliane Brum. podemos nos apoiar no que amamos, e não no resultado. amar esse planeta, e por isso agir pra que ele siga vivo, mesmo sem garantias. talvez a pergunta seja: como seguir, mesmo com a exaustão, a perda de brilho, o desinteresse, se estamos sob o feitiço do desencantamento que nos entorpece? Bayo Akomolafé diz que já esgar

saber sonhar

a conexão com o grande mistério, a generosidade com o futuro. a imaginação precisa de raiz, curar é relembrar. não sabemos sonhar outros futuros, ou esquecemos? extrapolar os limites da realidade é o mesmo músculo que encontra soluções e ensaia jeitos de viver que ainda não estão no mundo. — dizem Sidarta Ribeiro (neurocientista) e Jota Mombaça (multiartista que trabalha com ficção especulativa), em seus respectivos contextos. imaginar outros mundos não é delírio. como a gent

invocar o prazer como quem celebra a vida

invocar o prazer como quem celebra a vida. como quem chama a vida, ativamente deixando escorrer a manga suculenta entre os cotovelos pra sentir o arrepio da vida sagrada juventude e anciã com maciez aconchegadamente quente derrete a rigidez a soldada leal de momentos desafiadores, em que é preciso se esconder, endurecer, fechar, ficar invisível, fazer mais do que pode, por sobrevivência. carinhosamente, lubrifica ossos esquecidos. 'no amor não mando me mando amor me manda o a

arte imagina
ção reflorestamento

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