deixar de ser máquina
aprender a ser natureza. deixar de ser máquina. os avanços tecnológicos nos aceleram. corremos feito engrenagens. como podemos reaprender outros tempos, ainda que a urgência multisetorial dos nossos tempos nos chame o tempo todo. o que acontece se buscarmos escutar o som da terra ? puxe uma conversa com um ser mais-que-humano. pratique Manoel de Barros. ✷ pergunte como arar a terra. escreva suas instruções. com amor e rebeldia, sil estou colaborando com o projeto Revolução Ar
“onde tem vento, é meu território”
“onde tem vento, é meu território”, diz Nêgo Bispo no Centro de Artes da Maré. me toca demais essa sabedoria de dizer tanto em poucas palavras. definir um espaço de pertencimento, incluindo a liberdade e cuidado, é de uma lindeza sem fim. o mestre também lembra que território é muito mais que terra: é envolvimento, raiz, descentralização, movimento e enraizamento. todo ser terrestre é também terra. nascemos desse entrelaço complexo de forças vivas. vida nasce de envolviment
reflorestar o sonho
reflorestar o solo do sonho o peito da mente o corpo da terra povoar de vida, cuidado e troca, a vida. na natureza, o papel das gentes pode ser reflorestar. >>> escreva sobre como reflorestar o sonho, a mente, a terra do nosso tamanho, de formiga. que a gente não deseje ser megalomaníaca. desenhei aqui pra me lembrar. que a gente refloreste nossos corações! ;) com amor e rebeldia, sil
corpo é pensamento
corpo é pensamento, e no instante que penso que minha mão pensa, que meu pé pensa, meu pensamento desliza e me sinto mais incorporada. a palavra, tão minusculamente imensa. com a imensidão de sofrimento hoje no mundo, buscar aprender o cuidado é o que mais tem pulsado. cuidar do pequeno, mirando o pedaço de vida sagrada que habita em tudo. me emociona dizer que a vida sagrada me habita. (experimenta você.) não é uma honra ser feita da mesma matéria que florestas , rios, cach
"os tempos são urgentes, vamos desacelerar"
em desacelerar, Báyò Akómoláfé fala mais da nossa automatização do que do ritmo em si, que é relativo. uma prática possível é experimentar como a pressa leva à raiva, e buscar aprender a incluir o prazer dentro do cuidado , na prática, ativamente em seu coração. não como obrigação mas como aliado . como rituais espontâneos de prazer, o cuidado é um convite a observação da realidade. “canta, fala, alterna discursos disciplinados com brincadeiras, com cantigas, êêê êêê êêê êêê
nas entrelinhas das pernas
buscar o prazer como se celebra defende apoia a vida o prazer está nas entrelinhas das nossas pernas e corre pelas veias em cada centímetro da nossa natureza orgânica. uma busca ativa. que tipo de rastro fazem nossos pés em atrito ao chão quando imaginamos a palavra amabilidade em nossos quadris ? escreva sobre o rastro. com amor e rebeldia, sil
sonho acordado, corpo vivo!
com o sonho acordado e o corpo vivo, galhos se contorcem e buscam formas de continuar a vida. em reverência, se curvam e assim driblam os contornos da morte. >>> aprendi com o sertão que a vida nos contorce, em reverência. cada um de um jeitinho. lubrificar o corpo lubrifica o sonho. como seria dançar com a palavra dengo? dance com honestidade e cuidado, mas continue usando suas botas mais brabas. aqui , uma sugestão de música. com amor e rebeldia, sil




